Economia

Grupo Primo realiza maior fusão de sua história ao incorporar a Oikos e alcançar R$ 34 bilhões sob custódia

Grupo Primo realiza maior fusão de sua história ao incorporar a Oikos e alcançar R$ 34 bilhões sob custódia

Em uma transação estruturada por meio de troca de ações, o Grupo Primo — controlado pelo influenciador e empresário do setor financeiro Thiago Nigro — concretizou a maior operação de fusões e aquisições (M&A) de sua trajetória ao incorporar a Oikos, um renomado multi-family office que contava com R$ 8 bilhões em ativos sob sua gestão. A Oikos tinha como acionistas de referência as tradicionais famílias Zarzur e Grisi, cujos membros agora passam a integrar o quadro acionário do Grupo Primo.

A investida estratégica visa preencher uma lacuna no ecossistema do grupo, que já operava no segmento de consultoria de investimentos baseada no modelo fee-based desde fevereiro de 2023, após a aquisição da marca Portfel. Embora o grupo já contasse com cerca de 44 mil clientes, o tíquete médio anterior girava em torno de R$ 860 mil, com aproximadamente R$ 2 bilhões dos R$ 26 bilhões de ativos totais concentrados em clientes com patrimônio superior a R$ 20 milhões. Com a chegada da Oikos, o conglomerado ganha musculatura para atuar de forma definitiva no mercado voltado a clientes de altíssimo poder aquisitivo.

Segundo Thiago Nigro, o grupo mantém contato mensal com mais de 40 milhões de pessoas e interage constantemente com famílias tradicionais e empresários de destaque, mas carecia de uma estrutura como a da Oikos para atender com excelência o perfil ultra high net worth. Enquanto a Oikos prestava serviços altamente restritos a apenas 40 famílias, exigindo um tíquete mínimo de R$ 100 milhões e operando com uma média de R$ 200 milhões, o movimento conjunto permite sinergias operacionais e de capilaridade mercadológica significativas.

Fernando Vasconcellos, CEO do Grupo Primo, destacou que a convergência de valores entre as empresas foi determinante para o sucesso da negociação. A Oikos, por sua vez, buscava justamente flexibilizar o seu modelo para expandir sua atuação a partir do patamar de R$ 20 milhões. Renato Mendes, cofundador da Oikos, ressaltou que a união da expertise técnica no atendimento a grandes patrimônios com a força de comunicação, tecnologia e alcance do Grupo Primo confere vantagens competitivas robustas na defesa dos interesses dos clientes perante o mercado.

O modelo operacional adotado por ambas as casas baseia-se estritamente na filosofia fee-based e multi-custódia. Para os executivos, esse formato é essencial para mitigar conflitos de interesse habituais do setor financeiro, garantindo total liberdade para que os clientes abram contas e aloquem recursos na instituição mais adequada às suas necessidades, sem amarras a produtos de uma única custódia proprietária.

Com o fechamento da operação, o Grupo Primo consolida a marca de R$ 34 bilhões em ativos sob custódia, projetando encerrar o exercício atual com R$ 40 bilhões e estipulando a meta ambiciosa de alcançar R$ 100 bilhões até 2028, impulsionado por seu ecossistema que hoje equilibra receitas oriundas da educação financeira, redes sociais, gestão de ativos através da Grão e, de forma cada vez mais expressiva, a vertical de consultoria especializada.


Fonte original: Brazil Journal